Críticas | Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente

“Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente” estreia em 31 de agosto na programação da HBO.

Máscaras De Oxigênio Não Cairão Automaticamente -críticas
Johnny Massaro e Bruna Linzmeyer são os protagonistas da minissérie. (Foto: Reprodução)

É complicado mensurar a relevância de narrativas. Afinal, lidamos com tendências pessoais e momentos para conseguir analisar, parcialmente, se o que chega ao público, é algo importante a ser discutido. Desta forma, é possível afirmar que a nova produção brasileira da HBO/HBO Max não somente é relevante, mas uma entrega sublime de uma história dialogável com a atualidade.

Inspirado em eventos reais, Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente é centrado em um grupo de comissários de bordo que, durante a década de 1980 e o agravamento da epidemia de HIV/Aids, se arriscam para trazer, clandestinamente, o medicamento AZT do exterior.

Potente, a minissérie é daquelas produções que retratam bem um período e exploram afinco a situação – tanto como a mídia e a população enxergavam a doença, quanto, também, o cenário cultural carioca LGBTQIA+. As músicas marcantes, a extravagância das roupas e maquiagens, estão presentes e são elementos narrativos para construir seus personagens principais, assim como o avanço de como o grupo marginalizado ficou ainda mais escanteado com as mensagens do governo.

Johnny Massaro, Bruna Linzmeyer e Ícaro Silva são a força desta minissérie. O trio e Eli Ferreira possuem uma trajetória narrativa bem desenhada, cujas sequências são construídas pensando nessa jornada para trazerem o medicamento. Hermila Guedes interpreta Joana, médica da companhia aérea que se torna o bálsamo para as personagens, e esclarece todos os pontos sobre a doença.

E é necessário exaltar os arcos paralelos, desde Yara (vivida por Ferreira), passando por personagens de Kika Sena, Igor Fernandes, Matheus Costa e Duda Matte – e nem é limitado a eles. Suas histórias conseguem retratar dramas que vão além da comunidade LGBTQIA+ e o estigma que circula o vírus HIV/Aids. Os roteiros de Patrícia Corso e Leonardo Moreira costuram as situações para o público acompanhar como

Os cinco episódios mostram a progressão desses arcos e avanços significativos para a doença. O que começa com um esquema para alguns, se torna uma missão pessoal e necessária que chega aos holofotes de maneira inesperada. A participação de Andreia Horta também explode para “furar a bolha” daqueles que ainda colocavam tudo nas costas da comunidade LGBTQIA+.

Assim, Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente é capaz de destruir, abalar o emocional. Sua relevância é meteórica, e conversa com algo que não está erradicado (apesar dos esforços do SUS com tratamento gratuito). No fim, grita que as vítimas não morreram pelas doenças decorrentes do vírus, mas pelo preconceito e na ineficiência governamental em querer que sua população marginalizada viva.

Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente estreia em 31 de agosto na programação da HBO, a partir das 23h. A minissérie também estará disponível no catálogo da HBO Max.

Nota:

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