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Críticas | Querido Evan Hansen

Adaptação de musical da Broadway, ‘Querido Evan Hansen” estreia em 11 de novembro nos cinemas brasileiros.

“Querido Evan Hansen” é protagonizado por Ben Platt. (Foto: Reprodução)

Adaptar sucessos dos palcos da Broadway não é tão simples quanto parece. Como vimos em Cats (2019), há chances gigantescas de falhar em trazer a atmosfera dos palcos para as telas. Porém, Chicago (2002) e Em Um Bairro de Nova York (2021) mostraram ser possível apresentar as histórias para o público que vai até os cinemas, sem perder a essência dos diálogos e números musicais.

Querido Evan Hansen (Dear Evan Hansen, no título original) está estacionado em um limbo. Com roteiro de Steven Levenson, também responsável pelo roteiro na Broadway, o filme conta a história de Evan Hansen (Ben Platt, que também atuou na peça e ganhou prêmio Tony pelo papel), adolescente com ansiedade social que está retornando para o último ano escolar. Como tarefa da terapia, precisa escrever cartas endereçadas a ele mesmo.

Connor Murphy (Colton Ryan), colega de classe problemático de Evan, encontra uma das cartas e, furioso pela menção à irmã, pega a carta para si. Dias depois, porém, Connor comete suicídio e a única coisa encontrada com ele é a carta. Os pais de Connor acreditam, então, que Evan era o único amigo do filho, e, assim, uma grande mentira começa.

O longa-metragem adiciona novos números musicais, aprofundando à temática de saúde mental e suas lutas. Alana (Amandla Stenberg), outra colega de Evan, comenta sobre suas próprias inseguranças e problemas quando decide fazer um memorial ao colega falecido. Com um vídeo viral de Evan, em um dos momentos mais bonitos do filme, descobre-se que não estão sozinhos na luta contra a depressão e a ansiedade.

Mesmo com as mentiras, Evan consegue conquistar os pais de Connor, Cynthia (Amy Adams) e Larry (Danny Pino), além de se aproximar de Zoe (Kathlyn Dever), que há algum tempo é apaixonado. Enquanto isso, entra em outra rede de mentiras para poupar a mãe, Heidi (Julianne Moore), de saber de sua “outra vida”.

Querido Evan Hansen tem seus problemas de ritmo. Certamente há momentos que poderiam encaixar melhor na adaptação para o cinema, sem precisar desistir do que o público conhece da peça teatral. As músicas adicionais de Benj Pasek e Justin Paul (La La Land) completam a história, trazendo outra profundidade para personagens antes “esquecíveis” dentro do musical.

Entretanto, é o tipo de longa-metragem, de produto audiovisual, essencial para conversar com a audiência jovem, vítima de uma sociedade cada vez mais cansada e com demandas altas. É o tipo de filme que eu gostaria de ter assistido quando mais jovem, para dar uma respirada profunda e saber que é normal sentir desse jeito.

Querido Evan Hansen estreia em 11 de novembro nos cinemas brasileiros.

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