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Opinião | Netflix vs. Compartilhamento de senhas

Decisão de parar “rachadinha” de senhas fará com que pirataria aumente e afetará, sim, receita da plataforma de streaming.

Decisão está em fase de testes. (Foto: Reprodução)

A Netflix anunciou nesta semana que está, desenvolvendo, uma maneira de barrar a “rachadinha” de senhas entre seus usuários. A empresa está implantando diversas verificações para que apenas contas com acesso direto ao e-mail cadastrado, consigam acessar seu catálogo. Por ora, ainda está em caráter provisório, sendo que apenas alguns usuários receberam tais notificações. Mas isso afetará diretamente duas

A primeira, é decerto, que terá envolvimento com aumento da pirataria de seu conteúdo original. Com a decisão (caso validade), veremos também suas visualizações diminuírem, com menos bilhões de minutos assistidos. A pirataria, já tão comum entre os conteúdos audiovisuais, só terá novos impactos no mercado.

Outra será a receita. Veremos duas possibilidades: o aumento ou a diminuição de assinaturas, impactando diretamente o valor da Netflix, principal plataforma de streaming do mundo até o momento, com mais de 200 milhões de assinantes.

Sem o recurso de ads, o serviço sofrerá para implantar tais medidas, principalmente se levarmos em conta o número de plataformas de streaming surgindo. Somente no Brasil, temos Globoplay, Amazon Prime Video, Pluto TV, Disney+ e, em junho, STAR e HBO Max.

Por mais diabólico que pareça (e sabemos que pirataria não é o problema, e, sim, sua razão para existir), a Netflix está apenas fazendo sua tendência no mercado que expande cada vez mais. Assim, não é de assustar que a plataforma de streaming realize tal medida para conseguir um único objetivo: mais usuários – por mais básico que seja este pensamento.

A Netflix conhece seu impacto e como direcionar o mercado. Não surpreende suas decisões e suas questões para obter mais usuários. Era, talvez, uma questão de tempo que ela implantasse tal recurso.

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